"Somos uma maneira do Cosmos conhecer a si mesmo" (Carl Sagan)

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domingo, 29 de julho de 2018

Entendendo as Gerações - Parte 3


Finalizando a nossa "Trilogia das Gerações", hoje vamos entender melhor o conceito e detalhar a mais recente: a Geração Alpha!

Em primeiro lugar, temos de entender o conceito de "coorte histórico". Um coorte é um conjunto de indivíduos nascidos em um mesmo período histórico que, por este motivo, desenvolvem comportamentos característicos, impactando de uma maneira peculiar a sociedade em que vivem. Vimos nas postagens anteriores sobre que esse conceito de coorte ou "gerações", passou a ser utilizado no século XX. Em seguida, passou-se a dar letras do alfabeto para designá-las. A Imagem no topo deste artigo mostra que os indivíduos das gerações mais antigas que ainda estão vivos hoje, já têm mais de 70 anos de idade. Os Baby Boomers possuem algo entre 50 e 70 anos de idade. Indivíduos da Geração X (a minha) possuem algo em torno de 36 a 50 anos de idade, enquanto indivíduos da Geração Y estão na casa dos 21 a 35. A maioria das crianças e adolescentes em idade escolar pertencem à Geração Z, e estão na casa dos 6 a 20 anos de idade. E, por fim, aqueles que ainda nem completaram 6 anos já são chamados de Geração Alpha. Observem a composição populacional abaixo e sua respectiva projeção para os próximos anos, segundo institutos de pesquisa:

 
 População por Gerações (em milhões de indivíduos)

 
 Projeção Populacional até 2040 (Percentual)
Muitas áreas do conhecimento não aceitam a existência desse conceito, mas estudos na área de sociologia e demografia, entre outros, têm demonstrado que indivíduos que nascem num mesmo período de tempo tendem a ter comportamentos similares em decorrência de sua exposição à sociedade em que vivem. Em outras palavras, são frutos de seu "Zeitgeist". Se levarmos esse raciocínio para o âmbito das neurociências, perceberemos que a existência de um coorte histórico é totalmente plausível. Falaremos mais sobre neurociências em uma futura postagem, mas por hora basta entender que o arcabouço neuronal de um indivíduo é formado a partir dos estímulos que ele recebe do seu meio. Nesse caso, indivíduos que estão sujeitos a uma exposição a tablets, smartphones e outros tipos de mídia em seus primeiros anos de vida, terão um desenvolvimento cerebral diferente daquele ocorrido em gerações anteriores. Esse exemplo, inclusive, se refere à nossa próxima geração: a Geração Alpha.

8) Geração Alpha

Compreende indivíduos nascidos de 2010 até os dias atuais. São ainda MUITO novos, mas já apresentam características em comum que podem ser enumeradas. São crianças que já nascem expostas a uma tecnologia muito mais avançada que a das gerações anteriores. Nasceram num mundo com problemas ambientais alarmantes e uma produção de informação absurdamente alta, impossível de se acompanhar. Essas crianças são extremamente curiosas e espertas, aprendendo com uma grande facilidade, pois são bombardeada de estímulos. Provavelmente serão aquelas com a melhor educação de todas as gerações até então. Além disso, deterão o maior conhecimento tecnológico da história. Um sistema educacional voltado para essas crianças deve ser um sistema com foco na autonomia, baseado em projetos para aprender por meio de situações cotidianas. Crianças criadas dessa forma, provavelmente serão mais independentes e com maior habilidade em se adaptar a mudanças, competência essencial a um mundo em constante transformação. Seu relacionamento será menos hierárquico e mais horizontal. Serão desde cedo criadoras de conteúdo (já vemos, por exemplo, vários casos de crianças youtubers). Estarão conectadas à "internet das coisas", realidade aumentada, biohackings, impressoras 3D e 4D, terão produtos e serviços personalizados e sob medida. Nesse sentido, a educação para essas crianças deve caminhar mais em direção a um ensino voltado às necessidades e interesses desses alunos, e menos para o padrão sistematizado e hierárquico de tempos atrás. Pais e educadores se tornam cada vez mais orientadores do acesso à informação que se encontra disponível na palma de suas mãos. Se por um lado o conhecimento é de mais fácil acesso, por outro, um grande desafio se apresenta na forma das competências socioemocionais. Programas específicos para esse tema vêm sendo desenvolvidos em escolas na Finlândia, Estados Unidos, Austrália e Canadá, por exemplo. A habilidade em lidar com suas próprias emoções (Inteligência Emocional), para se comunicar, a criatividade, a responsabilidade, determinação, empatia, capacidade de tomar decisões e resolver problemas são exemplos de competências necessárias para lidar com o mundo atual. Essas competências são, inclusive, contempladas na Nova Base Curricular Comum Nacional para Educação Infantil e Ensino Fundamental que entrou em vigor este ano em nosso país.

Nota Pessoal: Como dito acima, crianças que nascem nessa era atual, já estão neurologicamente adaptadas ao mundo atual. É curioso que algumas são capazes de com tablets e smartphones intuitivamente, por assimilação do que os adultos fazem. Meu filho, por exemplo, que tem dois anos e meio, percebeu que um smartphone se usa deslizando os dedos sobre a tela em ziguezague e tentou reproduzir o movimento com cerca de 1 ano e meio de idade. Ele aprendeu a usar o meio digital antes mesmo de aprender a andar! E quando aprendeu a andar, tentou clicar nos ícones do Netflix na SmarTV. Percebem como ele entendeu o que era uma tecnologia "touch" sem ninguém ensiná-lo? (mas a TV não era touch e ele ficou frustrado... rsrs). Essas crianças que crescerão nesse mundo, repleto de informação precisam aprender a triá-la. Num mundo com tanta coisa a se fazer e com tanta coisa atrativa, os ambientes educacionais e profissionais se tornarão cada vez mais lúdicos, interativos, com horários flexíveis e menos hierarquizados. Chega de teoria, é a vez da prática. Chega de padronização, é a era do mundo personalizado. Alguns especialistas, entretanto, alertam para o fato de que um ambiente hiperestimulado deve dar lugar a um ambiente mais calmo e tranquilo de vez em quando. A criança precisa desenvolver outras habilidades longe desse mundo tecnológico. Nós vimos que todas as gerações anteriores tiveram vantagens sobre as predecessoras, mas cometeram alguns erros não previstos. Talvez um dos erros que essa geração possa cometer seja exatamente esse: o de esquecer o mundo real e trocá-lo pelo virtual. Devemos lembrar que crianças precisam ser crianças e brincar como crianças. Deve existir um equilíbrio!

Observação:  Existe um conceito muito utilizado hoje em dia que é o de "crianças índigo". Segundo essa crença, os índigos seriam crianças especiais nascidas no mundo atual com o objetivo de levá-lo a uma "nova era". É muito utilizado por místicos, esotéricos e espíritas. Em termos científicos, esse estudo é meramente uma pseudociência (falaremos sobre pseudociências em outra oportunidade). O objetivo deste blog é tentar explicar o universo e a sociedade dentro de uma perspectiva científica e, portanto, o conceito de crianças índigo não cabe aqui. Entretanto, estou citando-o apenas para compará-lo com a Geração Alpha que acabamos de conhecer. Há uma proximidade conceitual entre elas. E nesse sentido, a explicação para a existência de crianças inteligentes e intuitivas não seria sobrenatural, mas sim neurológica. ;-)

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Sentimentos & Emoções - Qual a Diferença?


Há quase 1 mês que não posto nada aqui. Voltarei a postar semanalmente. E o assunto escolhido para este domingo é "Sentimentos & Emoções". As pessoas usam as palavras "sentimento" e "emoção" como se fossem sinônimos. Mas segundo a psicologia (a ciência escolhida desta semana), existem diferenças. Você sabe quais são? Se a reposta for "não", venha e vamos juntos nessa viagem interessantíssima através da mente humana...

Antes de entrarmos nessa discussão, vamos usar um pouquinho de neurociência para conhecer a área cerebral responsável por esses fenômenos biológicos: o Sistema Límbico. Em nossa última postagem sobre a mente humana, vimos um pouco sobre a Teoria do Cérebro Trino (que você pode ler aqui). Dentro dessa teoria, o chamado "cérebro dos mamíferos" é considerado o "cérebro emocional", justamente por conter a região chamada de sistema límbico. Observe a imagem:


O sistema límbico é dividido em diversas áreas, cada uma com uma função diferente:
  • Amígdalas - Existem duas amígdalas (uma em cada hemisfério cerebral). Não confundam com os órgãos linfoides localizados na garganta (estes, hoje, são chamados de "Tonsilas" pra evitar confusão). As amígdalas cerebrais estão relacionadas ao comportamento agressivo. Nos machos é maior do que nas fêmeas, por isso, os machos tendem a ser mais agressivos. Se removidas, tornam o indivíduo dócil. Se estimulada eletricamente, provoca violenta agressividade. Em humanos, está também relacionada à afeição entre indivíduos.
  • Hipocampo -  Envolvido na memória de longa duração, aprendizado.
  • Tálamo - Relacionado à reatividade emocional. 
  • Hipotálamo - Atua na termorregulação do corpo, além de manter comunicação com todo o sistema límbico. Tem um forte papel nos estados emocionais do indivíduo (mais importante nos sintomas físicos da emoção do que na geração desses estados).
  • Giro Cingulado - Coordena odores e visões com memórias agradáveis de emoções anteriores. Participa também da reação emocional à dor, regulação do comportamento agressivo e estados de depressão e ansiedade.
  • Tronco cerebral - Responsável pelas reações emocionais reflexas primitivas, além da manutenção do ciclo de vigília e sono.
  • Área Tegmental Ventral - Secreta dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Responsável pelo mecanismo de recompensa gerado pelas satisfações comuns da vida. Uma deficiência nessa área pode levar o indivíduo a recorrer a vícios.
  •  Septo - Sensações de prazer, mais especificamente as sexuais (orgasmos).
  •  Área Pré-Frontal - Expressão de estados afetivos. Sua área dorsolateral está relacionada ao raciocínio em ações dirigidas a um objetivo. Sua área orbitofrontal é uma interface entre os domínios afetivo e emocional, além de tomadas de decisão na vida pessoal e social. A área ventrolateral funciona como um auxiliar da dorsolateral, com papel igualmente importante na motivação do comportamento. As 3 áreas juntas contribuem para o que chamamos de "funções executivas". A perda de responsabilidades sociais e capacidade de concentração e abstração estão relacionadas a lesões nesta área. 
As 3 regiões da Área Pré-Frontal

Agora que já conhecemos os detalhes da região cerebral responsável pelos sentimentos e emoções, vamos começar a diferenciá-los:

Sentimentos são aquilo que os animais sentem em situações que vivenciam. A empatia é o conhecimento sobre os sentimentos dos outros e a apatia é a falta se sentimentos. Sentimentos também podem designar uma disposição mental ou propósito de uma pessoa para outra ou em direção a algo. Sentimentos, nesse contexto, seriam o resultados da tomada de decisão do indivíduo (uma disposição mental) e não o conjunto de emoções (sensações corporais). As sensações físicas seriam sentidas em decorrência da decisão tomada. É o caso do amor, que é considerado nesse contexto como a decisão pelo bem do outro e não pelas emoções que essa decisão gera. É aquilo que é chamado por alguns de amor ágape. Todos os sentimentos (ou disposições mentais) vão promover emoções (sensações) no corpo. O que gera muitas vezes a confusão, é que, em muitas vezes, usamos um mesmo nome para denotar um sentimento e uma emoção relacionada a esse sentimento. 

Emoções são experiências subjetivas relacionadas ao temperamento, personalidade e motivação do indivíduo. São importantíssimas na sobrevivência do indivíduo, quando o ajuda reagir aos estímulos ambientais ou comunicar informações sociais. As emoções podem ser intuitivas (vindas da amígdala) ou cognitivas (vindas do córtex pré-frontal). Existe uma diferença entre a emoção e sua expressão no comportamento. As pessoas se comportam como resultado de seus estados emocionais (por exemplo, chorosa quando triste ou sorridente quando alegre), mas podem apresentar esses mesmos estados emocionais sem demonstrar comportamentos característicos, o que mostra que são fatores independentes. As emoções podem ser classificadas de diversas formas, assim como combinadas gerando outras emoções (tema para uma futura postagem). Uma emoção pode durar segundos (como a surpresa) ou anos (como o amor).

Existem diversas teorias para explicar a origem das emoções, mas usaremos aqui a Teoria Neurobiológica, a qual é embasada no mapeamento do sistema límbico (descrito anteriormente). Segundo essa teoria, a emoção humana é um "estado mental organizado do sistema límbico que pode ser prazeroso ou doloroso", regulado pela atividade dos neurotransmissores. Essas reações emocionais, por sua vez, demonstram os estados mentais (sentimentos) nos mamíferos. O amor, por exemplo, envolve a região do giro do cíngulo e está relacionado ao cuidado parental com a prole. Alguns estudos presumem que antes do cérebro emocional (cérebro dos mamíferos), os controle motor dos animais reagia às indicações dos sentidos com padrões pré-programados, ou seja, como um mero ato reflexo. É proposto que com o surgimento da emoção e da memória emocional através do desenvolvimento do sistema límbico, isso tenha então mudado. Em contrapartida, existem estudos recentes que mostram que há áreas não límbicas relacionadas às emoções. Por fim, há ainda uma abordagem que distingue as emoções em homeostáticas (sede, fome, frio, calor, etc.) e emoções clássicas (raiva, medo, amor, alegria, etc.). Podemos com isso tudo perceber que é uma área da ciência que precisa ser ainda muito melhor explorada...

Conclusão: Emoção é um estímulo neural gerado pelo sistema límbico que impele o organismo para a ação (Freitas-Magalhães, 2007), gerando sensações fisiológicas corporais. Já o sentimento é a emoção filtrada pelos centros cognitivos do cérebro (em especial o lobo frontal), sendo influenciadas por nossas experiências pessoais, memórias e crenças, às vezes até mesmo de forma inconsciente. Sendo assim, resumindo, um estímulo externo pode gerar uma determinada emoção, manifestada por alterações fisiológicas corporais. Essa emoção, por sua vez, pode evocar memórias, experiências pessoais e crenças, gerando um determinado sentimento. Por fim, esse sentimento pode retroalimentar a emoção, ampliando a alteração do estado fisiológico. Ficou mais claro agora? Ter consciência sobre como você reage a determinada emoção ajuda na manutenção de seu equilíbrio emocional. A habilidade de controlar seu próprio estado emocional é chamada de Inteligência Emocional (tema de outra futura postagem).
 
Curiosidade: Paul Ekmann, um dos primeiros psicólogos a pesquisar as emoções e a linguagem corporal, reconheceu as emoções de tristeza, alegria, raiva, desprezo e nojo. O que elas têm em comum é que são reações diretas e rápidas à circunstâncias do ambiente e da vida e podem ser reconhecidas por qualquer ser humano. São elas que geraram os personagens da animação "Divertida Mente", da Pixar, ganhadora do Oscar de Melhor Animação em 2016. Outra curiosidade é que bebês em desenvolvimento no útero materno são influenciados pelas emoções sentidas pela mãe (tema de mais uma futura postagem, associada à Epigenética. Aguardem!)

Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza

domingo, 26 de novembro de 2017

A Teoria do Cérebro Trino

Essa semana, fazendo as pesquisas de costume em cima de assuntos cotidianos, esbarrei com testes de personalidade, discussões entre o lado emocional e racional do ser humano, diferença entre sentimento e emoção, etc. Acabei percebendo o quão fascinante são as ciências que explicam como funciona o cérebro humano. Sendo assim, resolvi criar outra série de postagens, dessa vez sobre a mente humana, psicologia e neurociências. Vou começar hoje com uma bem simples, a chamada "Teoria do Cérebro Trino". Essa teoria foi elaborada em 1970 pelo neurocientista Paul MacLean, apresentada em 1990 no seu livro “The Triune Brain in evolution: Role in paleocerebral functions”. Resumidamente ela diz que nosso cérebro evoluiu adicionando camadas sequenciais sobrepostas, as quais permitiram que chegássemos ao nível de capacidade cognitivo atual. O nosso cérebro seria então dividido em 3 setores: o chamado "cérebro reptiliano", o "cérebro dos mamíferos" e o "cérebro dos primatas". Vamos ver um pouco de cada um deles:

O Cérebro Reptiliano (Cérebro Basal):

Formado pela porção basal do prosencéfalo, é similar ao de aves e répteis (daí seu apelido). É responsável por reflexos simples, comportamentos envolvidos na agressão, dominância e territorialidade. Fornece características necessárias à sobrevivência, como por exemplo as emoções primárias (fome, sede, etc.). É por todos esses motivos considerado o "cérebro instintivo".

O Cérebro dos Mamíferos (Mamíferos Inferiores ou Paleomamíferos):

Região também chamada de "Subcortex". Formado pelos núcleos da base do telencéfalo e diencéfalo, o qual inclui o chamado Sistema Límbico (responsável pelas emoções).  Esse cérebro já seria responsável pela motivação envolvida na alimentação, comportamento reprodutivo e cuidado parental, ou seja, é a origem de nossos comportamentos emocionais e afetivos, sendo por isso chamado de "cérebro emocional". 

O Cérebro dos Primatas (Mamíferos Superiores ou Neomamíferos):
Região também chamada de Neocortex. Formada pelo telencéfalo (o qual é dividido em vários lobos). É responsável por sensações, pelos 5 sentidos e as chamadas "funções executivas". É a região que confere a habilidade da linguagem, a capacidade de abstração, planejamento, percepção, etc. É o cérebro que torna o homem um ser racional e criativo. É chamado por isso de "cérebro racional".



Trata-se ainda de uma teoria bastante controversa, mas segue sendo um bom modelo de estudo na área das neurociências. Explica muita coisa a faz bastante sentido. Observe abaixo a imagem que mostra a evolução do sistema nervoso dos vertebrados:
Como é possível perceber, de peixes a aves, as regiões citadas como responsáveis por funções autônomas e instintos de sobrevivência predominam. Já em mamíferos, a região responsável pelo equilíbrio e coordenação motora é ampliada (o cerebelo é bem maior), mostrando um refinamento nas habilidades motoras desses animais. Além disso, o volume cerebral ampliou de forma absurda, inclusive com os giros cerebrais que aumentam em muitas vezes a área neuronal num mesmo volume de espaço. Observe como é o cérebro de um mamífero por dentro:
Todas as regiões assinaladas na imagem (Amígdala, Hipocampo, Tálamo, Hipotálamo, Corpo Mamilar, Giro Cingulado e outros não representados) formam o chamado Sistema Límbico. Essa região, como dita anteriormente, é responsável pelas principais emoções.Comparando-se os cérebros de vários mamíferos, percebemos que, tanto o volume dessa área, quanto do neocortex, cresce bastante ao longo da evolução:
Percebam aquilo que citei anteriormente: há um aumento significativo no número de giros cerebrais (essas dobras que vemos no cérebro humano), além do também citado aumento de volume. Tais características parecem de fato estar na base de toda a nossa capacidade cognitiva racional e criativa. É conhecido, entretanto, na literatura científica, que alguns outros vertebrados como répteis, aves e até mesmo peixes, possuem capacidades de raciocínio acima do esperado (procurarei fazer uma postagem sobre esse assunto em algum momento). Também sabemos que é possível a existência de outras habilidades cerebrais diferentes das nossas em algumas espécies (também tema para outra postagem). Mas apesar de tudo isso, a teoria me parece bem próxima da realidade e explica bastante coisa. Vou parar por aqui hoje, mas em breve continuarei esses estudos em outra postagem. Pretendo entrar nas questões que envolvem aquilo que nos torna humanos e nossas diferenças de personalidade dentro desse espectro. Não percam! 😉